#1218 - 'anos dourados', Tom Jobim e Chico Buarque

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
"Mas quando eu me lembro, são anos dourados."

Todo ano eu fazia a Retrospectiva, puxando coisas que disse durante o ano. Não farei isso dessa vez. Farei diferente. Vou lembrar o que aconteceu em 2oo9.

2oo8 eu anunciei como um ano Megaboga, e assim foi. Então, eu comecei a dizer que 2oo9 seria um ano Fodástico.

Mas, pra alguns, eu disse que o ano era MEU.

Bom, em Janeiro houve a Campus Party onde, além de conhecer algumas pessoas incríveis, foi quando foi formada a Kombo Podcasts.

Aliás, as duas coisas são ligadas. Com a nova direção artística (e posteriormente jornalística, já falo disso), o Dimensão Nerd e posteriores projetos da Kombo Podcasts permitiram a Tiago Andrade e a mim conhecermos pessoas incríveis, com quem começamos a trabalhar e criar amizades. Eu poderia citar Tiago Soares, Rafael Peregrina, Marcus Nunes, Rafael Portillo, Lucas Quedevez, Eduardo Moreira, Fabio Ciccone, Alex Caieiro, Isabela Cabral, Laila Theodoro, Leo Lopes, Quessa... Tem muitos nomes. Desculpe.

Nisso, em outros projetos, como Bloggers, que segue em alto nível, poderia citar o grande Nick Ellis, Interney e outros.

Com a Kombo, com a Silly Walk Brasil, com outras frentes, mulheres incríveis sem as quais não consigo imaginar minha vida neste ano, como Milena Gouvêa, Mirian Bottan, Maira Bottan, Yasmine Monteiro, Christiane Marques, Fernanda Pineda...

Aí você se pergunta o que eu ganho, por exemplo, com a Kombo, além destas pessoas, e eu digo que posso dizer que a Kombo vai muito bem, obrigado. Sem contar, claro, o reconhecimento com o Prêmio Podcast de Melhor Podcast De Notícias segundo o Júri Especializado.

Na fronte jornalística, o PsicoNews se estabeleceu como uma agência independente confiável, indo direto ao ponto e fazendo uma cobertura respeitável, ganhando créditos com vários profissionais do meio.

Nisso temos o restante do Schias Group, incluindo os blogs, onde pessoas incríveis como Isabela Cabral, Rodrigo Serrano, Eder Souza, Diego Queiros e outros de igual talento.

Pra quem não sabe, eu sou dedicado à Igreja e, neste ano, conseguimos desenvolver muita coisa com o Grupo de Jovens, com a Crisma e, claro, eu diria que o ponto alto foi que organizei a Missa do dia 24/12, uma das mais importantes do ano todo. Bateu aquele nervosismo, claro, mas com a ajuda dos amigões Crezo Marquezini Jr., Karina Schmik e Daniela Capilla, igualmente responsáveis pelo sucesso, tudo correu muito bem. Crezo, que surgiu no começo de 2oo9, infelizmente logo irá embora para seguir o caminho para se tornar Frei.

Quanto à minha missão de vida, que é a Tropa, onde posso reclamar? Com somente pessoas incríveis neste grupo, como alguns já citados acima, Alexia Almeida, Agnes Bucci e Georgia Pieroni, entre outros, há aí a prova de que Confiança é a chave.

Não posso deixar de citar pessoas que caminharam comigo espiritualmente, falando o que eu precisava ouvir ou no mesmo idioma, como o Pastor Claybom, uma pessoa extremamente capaz de ajudar qualquer pessoa, e Shaiala Marques, um verdadeiro cristal de luz celeste que me ajudou em momentos difíceis.

Se você se perguntar se eu não vou agradecer minha família, fique calmo: eles estão comigo o tempo todo. Mesmo vindo do futuro.

E eu não poderia encerrar sem falar das Padawans. No começo do ano eram duas, sendo que uma ainda tinha muitas dúvidas. Agora o número aumentou um pouco (tá, cinco vezes), a responsabilidade também... Mas, vendo cada uma, eu não poderia ficar mais feliz. Digamos que, se Rafaela entrasse aqui em casa e me desse um tiro de tanto ódio que sente por mim, eu morreria feliz ao pensar nelas.

Foi um ano extremamente fácil, pra você e eu e todo mundo cantar junto? Não.
Foi um ano divertido? COM CERTEZA.

Profissionalmente, pela Wizard (Flex!), Kombo, PN e tudo mais (que vocês talvez nem tenham ideia - AINDA). Espiritualmente, pelas Padawans, pela Tropa, por tudo. Pessoalmente, porque sou sortudo pelas pessoas únicas que conheci neste ano ou que conheço desde sempre.

É, eu posso dizer que este ano foi MEU.

Já 2o1o? Este será um ano... empolgante, afetuoso... Será um ano fascinante.
Pode crer: eu sei o que digo.

#1217 - 'merry xmas (war is over)', John Lennon

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Então isto é Natal, e o que você tem feito? Um ano acabou, e outro começou.
Então isto é Natal. Espero que você se divirta. O próximo e o querido, o velho e o novo.

Então Feliz Natal e um Ano Novo Feliz.
Espero que seja um bom, sem qualquer medo.

Então isto é Natal, pro fraco e pro forte, pro rico e pro pobre. O mundo está tão errado.
Então feliz Natal, pro negro e pro branco, pro amarelo e pro vermelho. Vamos parar todas as brigas.

Então Feliz Natal e um Ano Novo Feliz.
Espero que seja um bom, sem qualquer medo.

Então isto é Natal, e o que nós temos feito? Um ano acabou, e outro começou.
Então isto é Natal. Espero que você se divirta. O próximo e o querido, o velho e o novo.

Então Feliz Natal e um Ano Novo Feliz.
Espero que seja um bom, sem qualquer medo.

A guerra acabou, se assim você quiser. A guerra acabou agora.

#1216 - 'violet hill', Coldplay

domingo, 13 de dezembro de 2009
Era um longo e obscuro Dezembro. Dos telhados, lembro que havia neve. Neve branca.
Claramente me lembro das janelas, onde eles nos viam enquanto congelávamos.
Com o futuro todo pensado por um monte de idiotas, melhor você se abaixar.

Se você me ama, não vai me deixar saber?

Era um longo e obscuro Dezembro, quando os bancos viraram catedrais.
E a névoa se tornou Deus.
Pregadores se apegam às Bíblias como se fossem seus rifles.
E a cruz pendurada ao fundo.

Enterre-me em minha armadura.
Quando eu estiver morto, um amor voltará e desabrochará.

Se você me ama, não vai me deixar saber?

Eu não quero ser um soldado cujo capitão de algum navio afundando estaria longe.

Se você me ama, por que me deixar ir?

Levei meu amor até a Colina Violeta, onde sentamos na neve.
E ela ficou parada.

Se você me ama, não vai me deixar saber?
Se você me ama, não vai me deixar saber?

#1215 - 'the end of the end', Paul McCartney

quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Paul McCartney fez uma música onde fala como seria "O Fim do Fim", ou seja, o dia em que ele morresse.

Isso me fez pensar: como deveria ser o dia em que eu morrer?

No dia da minha morte, muitos não vão acreditar. Vão achar que é uma das minhas gigantescas piadas. Ou coisa do tipo. Vão achar que eu sumi, mudei de nome, fui pras montanhas (corram para as colinas?).

Alguns vão chorar, e vão ter aqueles que vão falar que, eu sendo quem sou, o melhor seria não chorar, mas contar piadas. E das sem graça que eu costumo contar.

Outros vão ficar bem, e vão se perguntar o porquê disso. Aí vão chegar à conclusão de que não se importam muito, na verdade.

Dali a dois ou três dias, tirando duas ou três pessoas, todos tocarão suas vidas. E não haverá diferença alguma.

Já eu estarei num lugar bem melhor que esse, e me perguntando se eu merecia estar lá.

No fim do fim.

#1214 - 'terceira do plural', Engenheiros do Hawaii

quarta-feira, 11 de novembro de 2009



Até quase o final da quinta temporada de House, eu resenhei cada episódio da série do médico interpretado por Hugh Laurie, até que o passei para Chris Marques, que o faz de forma mais elegante, apaixonada e rápida que eu, lá no Fala Série.

Mas não pude deixar de pensar em tanta coisa que aconteceu no final da quinta temporada e começo da sexta.

Devo avisar que, a partir daqui, não pretendo me conter em comentar possíveis SPOILERS, ou seja, acontecimentos que não foram ao ar na TV aberta (uso como parâmetro a TV aberta, já que todos possuem acesso a ela).

No final da quinta temporada, House percebeu que seu uso exagerado de Vicodin chegou ao ponto dele ficar viciado e tendo alucinações extremamente complexas, como uma noite com Cuddy (Lisa Edelstein) e, em um pedido de ajuda, é levado por Wilson (Robert Sean Leonard) para uma clínina psiquiátrica. Enquanto Wilson, um verdadeiro amigo, o leva até lá com desolação, todos os outros estão no casamento de Cameron (Jennifer Morrison) e Chase (Jesse Spencer).

Isso já me fez pensar, em uma fria quinta-feira, o quanto nós todos podemos nos apegar a algo para nos manter em pé. No meu caso, a cafeína. E, desde então, tenho buscado diminuir a quantidade e me tratar de outras maneiras. Estão me ajudando nisso a minha mãe, a minha grande amiga Agnes e outra grande amiga, a minha primeira Padawan.

E aí veio, depois, o começo da sexta temporada, com House na clínica em um episódio especial de 80 minutos (com intervalos, 120), sofrendo, suando e depois tentando ficar melhor também psicologicamente. Descobrindo o verdadeiro amor e o perdendo, ele se vê perdido, quebrado, arrasado. Quando vê que não existe saída a não ser melhorar, ele pede ajuda.

Nisso temos Alfie, seu colega de quarto que possuem transtorno bi-polar, salvo engano, e não quer saber de tomar os remédios e se acha superior a tudo aquilo. Ele sim me chamou a atenção. House o deixa furioso quando ouve do médico que a única saída é, sim, aceitar a terapia e encarar a opção de ficar melhor.

Quando Alfie vê House indo embora, feliz mesmo sem saber que mundo o aguardaria (e isso, por si só, é uma premissa extremamente interessante), Alfie procura a médica e pede por seus remédios. “Eu quero ficar melhor”, diz ele.

O que nós todos podemos fazer para ficarmos melhores, para sermos melhores? Buscar esquecer rusgas e mágoas, tentar viver da forma mais natural possível, sermos mais sinceros e amigos? O que nos custa, aliás, um pouco de cordialidade? Hoje em dia parece que o que importa é só continuar subindo, sem notar que, enquanto subimos uma escada, do outro lado pode haver uma ladeira na qual cairemos.

Séries não foram feitas apenas para nosso entretenimento. Fico feliz quando alguma série me dá a oportunidade de pensar, refletir no meu eu e na evolução que devo buscar.

#1213 - 'livin´ la vida loca', Ricky Martin

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Jurei para mim mesmo que ficaria afastado da maioria das séries da atual temporada 2009/2010. Mas não consegui totalmente, até mesmo por querer experimentar e testar o que todos falam.

Duas séries se destacaram dentre as novas: Glee e The Vampire Diaries, da Fox e CW, respectivamente.

Glee eu assisti dois episódios por pedidos de amigos, que disseram que é sensacional, a nova revolução e todo aquele bla bla bla que vocês devem imaginar. Vampire Diaries eu assiti cinco episódios na casa do meu irmão, enquanto jogava Scarface. É, eu consigo fazer isso. Aliás, Scarface só melhora conforme você evolui, e eu decidi primeiro destruir todas as gangues para depois evoluir.

Enfim.

Glee é sobre um professor de espanhol que decidiu reativar o clube do coral da escola (o Glee Club) e, para isso, acabou contando com a falta de apoio do diretor e com um belo grupo dos considerados “losers” em colégios americanos. Entenda que lá existem os grupos e, claro, o preconceito com aqueles “diferentes”. O cadeirante, o fashion, a gordinha, a cantora. Todos eles foram parar em Glee, e a vontade do professor é até de superar o time de líderes de torcida. The Vampire Diaries conta a história de uma moça, Elena, que conhece um rapaz no colegial e se apaixona por ele, sem saber que ele é um vampiro. Seu irmão logo aparece disposto a conquistar a moça mais para enfrentar o caçula.

Glee é do mesmo criador de Nip/Tuck e Popular, o que me assustou muito. NT é uma série muito estranha e bizarra a ponto de eu nunca ter tido vontade de ver dois minutos, e Popular era bem teen e boba. The Vampire Diaries é da CW, emissora de pérolas como Gossip Girl, 90210 e a novíssima Melrose Place. É, eles possuem dois remakes de séries teen dos anos 90 (Barrados no Baile e a primeira Melrose Place).

Glee tem alguns números musicais interessantes, mas é tudo muito inverossímil, como a líder de torcida linda e safada que, subitamente, vejam só, sabe cantar porque o namorado, capitão do time de futebol americano que zoava os “losers”, descobriu que adora cantar, principalmente com a morena lindinha com quem divide os vocais principais. Rehab, da Amy Winehouse, é interessante nesta versão, mas que coral de colégio seria permitido a cantar isso? Gold Digger e Le Freak, então, nem se fala.

Apresentando os personagens, achei tudo raso demais, simplista demais, e sempre querendo trabalhar aquele lado de “os losers superando tudo”, mas cai tudo naquele clichezão que cansa e não leva a nada. Ficaram com medo de ficar algo muito crítico e, nisso, caíram em um novelão teen que não tem uma vivacidade colorida de alguma série do Disney Channel nem o estilo de vida impossível de ser realista de um 90210, por exemplo, onde um rapaz de 16 anos dirige um Lamborghini. Ele pode ser filho do Rei, mas quem dá um Lamborghini para um adolescente destruir?

Enquanto Glee, do qual eu esperava alguma coisa, me decepcionava, devo dizer que Vampire Diaries me surpreendeu. Para entender, lembre-se ou saiba do que se trata True Blood: mulher se apaixona por vampiro numa cidade pequena e tem várias pessoas com poderes estranhos ou sobrenaturais, envolto em muito sexo e sangue.

Vampire Diaries é True Blood Teens.

A trama segue a mesma estrutura, sem a fala tão caracterizada (afinal, eles querem um inglês certinho para vender para fora) e, claro, sem o sexo (um beijinho até vai, uma incitação também). Mas tem a moça, tem vampiros, tem pessoas com poderes e tem reviravoltas de personagens nos quais apostávamos baterem as botas. Tem uma clima denso, como algo envolvendo vampiros tem que ter (foi um dos dois acertos de Crepúsculo, aliás), e um tanto quanto mórbido quando Ian Somerhalder, de Lost e Smallville, aparece como o irmão maligno que tem orgulho de ser vampiro.

Não sei se Vampire Diaries promete, mas bem mais que Glee. Não pare de acreditar.

#1212 - 'across the universe', Beatles

sábado, 7 de novembro de 2009

Devo confessar que não assisto Mtv como fazia antes. Antes era o tempo todo. Todos os programas legais estavam lá, como Casa da Praia, por exemplo. Agora tudo se resume a blocos de videoclipes e programas de comportamento.

Mas uma coisa me surpreendeu nestes últimos tempos.

Como se sabe, a Mtv completou 19 anos neste ano, mais precisamente em agosto. Um feito, claro. Mas ano que vem ela completa 20, algo mais incrível ainda. Mas não podemos ignorar 19 anos.

Para comemorar, a Mtv decidiu reprisar todas as vinhetas bacanas e não-bacanas dos 19 anos de existência no Brasil. Resgataram lá dos arquivos todas as maluquices que o departamento de promo já criou malucos de alguma coisa. Não me entendam mal, mas aquela galera só sabe criar coisas malucas MESMO. E ganham pra isso.

Com isso tivemos o retorno de coisas bem legais e outras nem tanto. E o pior é que tudo isso começou entre setembro e outubro. Ou seja, comemoraram o aniversário da Mtv Brasil pelo menos um mês DEPOIS do aniversário em si. Se fosse antes, eu entenderia... mas depois? Qual a lógica?

Lembrando do histórico da Mtv, devemos então ressaltar que, para serem sempre cool entre determinada faixa etária, eles esqueceram a lógica faz tempo. Os tais programas de comportamento, por exemplo, em nada poderiam ser ligados a uma emissora chamada MUSIC Television.

Mas, se você quer música, vai no YouTube. Eles mesmos indicam.

#1211 - 'el diablo de tu corazón', Fito Paez

quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Como foi seu Feriadão de Finados?

Antes que você responda, eu digo que o meu foi muito bom.

A família ficou desfalcada, já que Carla foi trabalhar e Tatiane, César e Ana Elisa viajaram para Santo Antônio de Posse. Mas o Sol resolveu aparecer, o que é algo inóspito em Dias de Finados.

Não, não fui ao cemitério. Acredito que essa cultura de só ir a um cemitério ver o túmulo de um ente querido no dia 2 de novembro é idiota. Eu vou durante o ano, mais de uma vez.

No sábado houve algo engraçado, já que minha mãe e eu tínhamos compromissos pela manhã e o dela, na teoria, seria 10 vezes mais rápido que o meu. Foi o contrário. No final, eu que fui ao encontro dela no Paço Municipal.

Daí fui pra casa do Fabrício onde, já contei, vi The Vampire Diaries, um pouco de Sons of Anarchy e joguei Scarface.

Domingo, tradicionalmente dia de missa, foi diferente porque, com aquele Sol e a vontade de não me estressar com nada, fui com minha mãe no Parque Duque de Caxias, o qual a Prefeitura renomeou como Parque Prefeito Celso Daniel. Mas continuo chamando de Duque. Colina verde, peixes grandões comendo ração e... logo teríamos de ir embora, porque 13h eu tinha retiro dos Catequistas de Crisma.

Pelo menos o almoço foi frango.

O Retiro foi bom porque o grupo todo se conhece bem, e o “Palestrante” (coloco entre aspas porque ele não fez uma palestra, mas um debate) foi o Luciano, que conheço desde... desde... bom, faz tempo. Seguido dele veio a Cecília, a “chefa” de nós Ministros, que fez uma Adoração ao Santíssimo muito boa, e todos eles ali estavam precisando de um pouco de paz.

Para completar, que tal um cineminha? E fomos ver Bastardos Inglórios, o novo petardo de Quentin Tarantino, o gênio de Kill Bill. Mas devo dizer que achei o filme muito parado. Vendido como algo extremamente violento, teve muito pouco sangue e muitos diálogos de vários e vários e vários minutos que, ao final, não construíram a tensão suficiente. Segundo críticos, Tarantino se deixou levar quando falaram que ele é especialista em diálogos sagazes e, nessas, fez um filme cuja primeira metade é sonolenta (literalmente). Nem Mélanie Laurent, a bela Shosanna (Tarantino pelo jeito ficou amigo de George Lucas para criar nomes. Lucas criou o Sifo Dias e o Conde Dooku, lembram?), salva tanto, apesar da bela montagem dela se preparando para a grande noite ao som de David Bowie (dane-se que é Segunda Guerra. É Bowie!).

Segunda-feira, na ressaca do cinema, fomos passear no Parque Central, que não possui tantas árvores mas é maior. Quem curte o amarelão lá de cima vai curtir o PC.

De lá, almoço básico (virado – afinal, é segunda-feira), e fui para a Missa de Finados, onde fiquei encarregado da Secretaria para vender velas. E quem disse que eu tive um momento pra respirar ali?

Se você acha que o feriadão acabou por aí, enganou-se, já que Finados também é o dia de aniversário da minha Vó, e fomos todos pra lá, inclusive a trupe da Tatiane, já de volta. É aquilo de torta salgada, bolo cheio de glacê e ficar conversando à mesa da cozinha sem olhar pro relógio.

Só a noite lembrei que, vejam só, o dia seguinte era um dia normal, cheio de trabalho me esperando.

Mas a noite não tem Sol nem parque nem bolo mesmo...

#1210 - 'nasci orixas', Orixas

quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Dia 25 de outubro é o Dia da Juventude.
Para comemorar, a Diocese de Santo André organizou um evento no Ginásio Poliesportivo de São Bernardo para comemorar as datas com os jovens. A frente do evento estavam os Diáconos, que chamaram amigos, como meu amigo Felipe, para ajudar.

Pois bem.

O evento, que aconteceu no próprio dia, um domingo, começou às 10h30 com a Missa, celebrada pelo Padre Renatinho. Terminou mais ou menos 12h30. Eu cheguei nesse horário, juntamente com Marcelo, Fabiana e Lucas Augusto, já que tínhamos outras obrigações lá em Utinga.

Daí pro almoço foi um pulo, e qual a surpresa em ver que a tenda de Adoração estava ao lado de uma tenda onde tocava um putz-putz incessante. Ok, vamos passar...

Devo dizer que não gostei muito da parte da tarde, com peças de teatro que mal compreendíamos. A Banda Gângster até animou e foi bacana, mas daí a turma toda já estava deitada pelas cadeirinhas, tirando uma pestana.

O grande lance mesmo foi às 17h, quando começou a Adoração ao Santíssimo no meio do Ginásio. Para quem não sabe, Adoração é quando o Corpo de Cristo é colocado no Ostensório, objeto que serve para expô-lo para que todos possam rezar pra Ele e tudo mais. A Adoração foi celebrada pelo Padre Wanderlei Ribeiro, salvo engano.

Eu não vou contar com exatas palavras o que aconteceu a partir daí porque isso envolveria termos nos quais você, caro leitor, cara leitora, pode não acreditar fielmente, o que dificultaria a manutenção de sua credulidade na história.

Beatriz, moça do mesmo Grupo de Jovens que eu, estava chorando bastante. Muito mesmo. Não cabe a mim julgar pelo que ela está passando, e pelo que estaria rezando. E eu sabia que devia ajudá-la.

Para me preparar, rezei um pouco próximo ao já citado Felipe, também Ministro (mas ele, além da Eucaristia, também é da Palavra, e muito bom). Chamei a Bia e a abracei e usei todas as palavras que ela precisava ouvir naquele momento.

Como eu já disse, não vou poder dizer COMO eu sabia tais palavras envolvendo termos complexos, então vamos dizer que não era só eu quem estava falando com ela através da minha voz.

Naquele momento houve uma intensa paz e tudo ficou bem. Nós ficamos bem, e unidos. Fomos receber a bênção do Padre e continuamos ali, juntos. Não falo algo no sentido romântico (apesar de que não teria problemas, Beatriz é uma bela moça), mas sim com as almas unidas. E aquilo foi bom pra nós dois, de uma forma que não dá pra expressar nem comparar.

E fiquei com essa ligação intensa com ela por mais três dias. E gostei disso.

Foi isso que aconteceu naquele domingo, Georgia.

#1209 - 'a carta', Moacyr Franco

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Dia desses gravei com uma galera esperta o podcast Fala Série sobre Two and a Half Men, cria do produtor Chuck Lorre.

E, nessas, descobri que, nos créditos, tem uma carta do Lorre. Mas UMA CARTA DIFERENTE POR EPISÓDIO! Não repete. Nem em The Big Bang Theory.

Daí decidi seguir o "Chuck Lorre Way of Life".

Tempos atrás, meu blog tinha atualizações diárias, mas as vezes com pequenas notas para as quais agora existe o Twitter.

Vou buscar manter um ritmo constante de textos, mas textos MESMO, sem somente observações rápidas e tal. Quero produzir.

#1208 - 'radiofobia #16', Leo Lopes e Guilherme Briggs

domingo, 25 de outubro de 2009
"O homem mais sábio subiu na montanha mais alta, e todo o povo da aldeia parou para escutar."

Quando se fala de Orlando Drummond, eu lembro desta frase de um texto que, sinceramente, nem lembro de onde saiu.

Dizem que o homem mais sábio é aquele que enxerga inúmeras possibilidades, vê várias direções e sabe qual é a melhor. No caso de Drummond, cada possibilidade é uma vida inteira, é um universo inteiro que ganha vida através não só de sua voz, mas de sua energia, de sua interpretação. Cada direção tomada é mostrada e todas elas vivem em constante combate de fascinação, sempre terminando em empate. Não dá para saber qual é a melhor, até porque provavelmente uma "melhor" não existe. Existem as divertidas... e as muito divertidas.

Drummond é um saco de ossos, ou um saco de pelos alienígena. Ou um cachorro policial ou um cachorro detetive. Ou um mordomo de um lugares de seres que não existem ou um marinheiro briguento mas apaixonado. Pode espirrar, se transformar em gato guerreiro, impedir adolescentes de voltar pra casa, tentar fazer sopa de seres azuis ou de mutantes...

Não importa. Em cada uma destas vidas, Drummond não deixa de ser incrível e, por consequência, seus personagens, seus amigos.

O que mais podemos fazer além de agradecer?

É muito simples: vamos ser o povo da aldeia e simplesmente dar a atenção merecida a todo o trabalho que Orlando Drummond já realizou e ainda realizará.

Obrigado, Drummond. (Mas já pode descer da montanha.)

#1207 - 'a hard day´s night", Beatles

sexta-feira, 23 de outubro de 2009
VIDEOBIZARRO. Só digo isso.


#1206 - 'the diary of jane', Breaking Benjamin

segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Minha irmã Tatiane já teve alguns blogs, e sempre paravam por falta de atualização. Sabe como é, vida moderna e tal, gravidez...

Mas agora ela voltou com o "Com T de Tati". O visual ainda será reestruturado, mas o que importa são os textos.

Cão-Fira: Com T de Tati.

#1025 - 'your song', Elton John

domingo, 18 de outubro de 2009
É um tanto quanto engraçado esse sentimento que tenho. Eu não sou um desses que escondem o que sentem. Não tenho dinheiro mas, se tivesse, compraria uma casa para morarmos.

Se eu fosse um escultor mas... deixa pra lá. Ou um homem que vende poções em um show mambembe. Não é muito, mas é o melhor que posso fazer. Meu presente é este post, este post pra você.

E você pode contar pra todos: este post é seu. É simples (e chupinhado de uma música).

Espero que não se importe que eu coloque em palavras quão maravilhosa a vida é enquanto você está no mundo.

#1024 - 'hey mickey', Toni Basil

terça-feira, 29 de setembro de 2009
Lembra dessa?

Lembrei quando fui falar com Mirian Bottan hoje.

Cantem junto! HEY MICKEY!

#1203 - 'no surprises', Radiohead

Ontem acompanhei minha mãe até o grupo de oração dela. Aí decidi caminhar.

Caminhando passei por uma pizzaria. Aberta em uma segunda. Aí decidi comprar uma pizza.

Carregando a pizza, começou a chover. Aí decidi tomar chuva.

Certas coisas na vida deveriam ser menos complicadas. Ontem foi nada complicado.

E, no fim, comi pizza pingando ainda da chuva. E sorrindo.

=)

#1202 - 'sweet home alabama', Lynyrd Skynyrd

sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Saiu hoje a nova formação da Liga da Justiça. Nela estão 3 ex-Titãs. Não vou dar detalhes de quem são, mas comecei a pensar em como está a editora, agora chamada DC Entertainment.

Como está a DC? Perdendo pra Marvel, vendendo mais de 10% a menos que a concorrente.

E não sei se eles estão indo pelo caminho certo pra se recuperar - tirando A Noite Mais Densa, claro.

Falando dos principais herois (e agora podem rolar alguns SPOILERS):

Superman está em Nova Krypton, e suas séries mensais estão com o Guardião de Metrópolis e Mon-El. Mon-El na revista do Superman. Que tem o nome do Superman. Onde vai dar tudo isso da Nova Krypton não sei, mas cansei de ler.

Batman teve mudanças, várias séries novas e, com isso, temos 8 séries mensais. Batman, Batman and Robin, Detective Comics (que está com a Batwoman) e mais duzentas com o Robin Vermelho, Batgirl, policiais, mulheres bonitas, etc, etc... Pra que tudo isso? E tudo baseado na famosa "Quem será Fulano agora?!?"

Flash? Agora temos vários! Quer um Flash? Tá sobrando! E resolveram agora dar série pro Barry e pro Kid Flash, e o Wally ficou a ver navios.

Agora vendo rapidamente as equipes:
A Liga está mais perdida que outra coisa. Não para uma formação e, pra manter a tradição, sofre com as decisões tomadas com aqueles que possuem revistas solo. Agora James Robinson promete revolucionar... com uma equipe com alguns buchas, ex-Titãs e malucos em geral. Sério, Congorilla?

A Sociedade da Justiça, a única equipe constante, começa a sofrer ocm a saída de Geoff Johns. Histórias mais do mesmo, mil novos membros (e a equipe já é grande) e uma segunda mensal pra ocuparem. Magog e Poderosa possuem séries que não sei se vão durar.

Titãs: temos duas equipes, os Jovens Titãs e os (Velhos) Titãs. Os Jovens Titãs também sofreram com a "Síndrome de Johns", mudando radicamente a equipe. Eles bucam fazer emoção da morte de um Titã insignificante. Moça-Maravilha líder? Não rola muito. O mais legal é terem reaproveitado o Super-Choque. Já os Velhos Titãs surgiram como uma série para os mais saudosistas. "Po, legal, os clássicos".

Mas não foi isso que houve. Com histórias fracas, a série Titans caiu pra uma novelona, focando um por edição. Metade da equipe já saiu, e a única parte do dia em que eles interagem é no café da manhã, e discutindo. Flash e Arqueiro Vermelho saíram dos Titãs pra ISSO? Mesmo?

Vou tentar lembrar de mais, mas, DC, acorda.

#1201 - 'a voz do Donald', Tiago Soares

sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Você se lembra disso?!?


#1200 - 'man in the box', Alice in Chains

quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Quando a pessoa é amiga, é amiga:

[23:21:04] Vinicius Schiavini diz : Por esses dias me sinto fraco como se meu sangue tivesse sido tirado de mim.

[23:21:26] Vinicius Schiavini diz : Como se o Sol tivesse drenado minhas forças, minha pressão sanguínea caído e meus olhos se revirado para que eu continue acordado.

[23:21:37] Vinicius Schiavini diz : Não consigo pensar logicamente. Não como costumo.

[23:21:46] Vinicius Schiavini diz : Não consigo fazer 3, 4 coisas ao mesmo tempo como de costume.

[23:21:54] Vinicius Schiavini diz : Diachos, não consegui contar 15 x 6.

[23:23:35] Laila Flower diz : calma

[23:23:42] Laila Flower diz : It´s just a moment

[23:23:55] Laila Flower diz : and this time will pass

#1199 - 'nada será como antes', Lô Borges e Milton Nascimento

quarta-feira, 2 de setembro de 2009



No Dimensão Nerd #51 eu assumi um compromisso: ver toda a primeira temporada de True Blood até sexta. 12 episódios.

Pra quem não sabe, True Blood conta a história de Sookie Stackhouse, uma garçonete telepata que mora em Bontemps, cidade da Louisiana. Os vampiros se revelaram para o mundo depois que criaram sangue sintético. Na cidade aparece Bill, um vampiro que aparenta ter uns 30 anos, e ele e Sookie se apaixonam.

A série é da HBO e cada temporada tem 12 episódios.

Bom, a Louisiana é quente pra dedéu. Eu fico com mais calor ainda (é, Utinga tá um forno) só de ver a série. E o sotaque deles é extremamente carregado. Anna Paquin ficou legal justamente porque é quem menos força.

Mas é MUITO legal. Tem um estilo ligeiramente trash, e o clima de cidade pequena em cada instante. Se alguém um dia for fazer uma reviravolta na série, ela tem que virar road trip.

Recomendo.

(Não vou resenhar um episódio porque a Isabela já o faz magistralmente no Fala Série, Schias)
 

Browse